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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A escola e o Desenvolvimento Sexual

   O ambiente social é, hoje, muito mais liberal em relação ás manifestações dos desejos e sentimentos infantis, inclusive os sexuais. As crianças já não se intimidam em fazer perguntas sobre sexo, nem em manifestar o prazer que se sentem a tocar seus genitais. Meninos e meninas têm acesso a fotos de pessoas nuas, participam de jogos sexuais, vêem casais trocando carícias em ambientes públicos, e até mantendo relações sexuais em filmes e programas de TV. Além de tudo isto, eles também observam e imitam os comportamentos de pessoas que têm significado para eles. Todo esse contexto faz parte da evolução psicossexual da criança e do adolescente, e é levado pelo aluno para dentro da escola.
   Ali, o aluno encontra um ambiente altamente favorável ao seu desenvolvimento e socialização, proporcionando pelo convívio entre ambos os sexos. Por isso, os comportamentos ligados a sexualidade, muitas vezes, são mais frequentes na escola do que em outros locais. O os educadores precisam se preparar para conduzir estas experiências  de forma adequada.

   A consciência dessa necessidade têm levado as escolas a capacitarem seus educadores para enfrentar esse desafio, sem medo, desmitificando, tabus e preconceitos, afim de que possam tomar atitudes baseadas numa visão integrada das experiências vividas pelos alunos e contribuir para a adequação social do comportamento sexual das crianças e adolescentes.




                                                                                                       
                                                                                                             

                                                                                                                               Imagens Google

Educação Sexual

   Estamos na atualidade, vivendo um momento de trânsito no que se refere, a normas e padrões morais. Nossos pais são de uma etapa onde, viveram sob um padrão moral rígido, em princípios que desabonavam  tudo que se referisse a sexualidade.
   Nas ultimas décadas, nossa sociedade sofreu uma verdadeira revolução sexual. Começou com a década de 60.
   Com o advento da pilula e os movimentos liberacionistas, demos o primeiro desvio. Já se falava em liberdade sexual, que, em confronto com os princípios morais da época, criou o primeiro abalo na estrutura da família.
   Depois vieram a mini-saia, tangas, topless, sexo livre, cinema e revistas porno, agora já chegamos ao não frontal, ao sexo explícito nas telas e revistas, fala-se, em sexo grupal, casamento aberto.
   " E nos, como ficamos ?"
   " Será que todas as mudanças, não justificam a importância e a necessidade de se realizar Programas de Educação Sexual ?"
 


                                                                                                               Imagem Google

Educação Sexual se faz a cada dia

" Através do convívio com os pais e os 'amiguinhos' na escola, as crianças aprendem comportamentos e normas de conduta que irão influenciar sua vida sexual."


   Até bem pouco tempo, era inconcebível o fato de crianças serem sexuadas. Sexo não é coisa de criança! E não é mesmo, se olharmos a sexualidade exclusivamente dentro de sua função reprodutora e de sua intenção erótica. Entretanto, sabemos hoje, que a sexualidade também tem outra função, a relacional, e que o ser humano passa por vários estágios evolutivos até atingir a sexualidade adulta.
   A construção dos alicerces da sexualidade começa na infância: a capacidade de se ligar afetivamente; a identidade sexual; o registro de climas e situações que causam excitação; o respeito a confiança em si e o outro; a permissão ao prazer sexual; a segurança, a imagem corporal, a auto-estima e a autonomia: os limites, as normas sociais, os valores morais...
   Desde muito cedo, os pais se encarregam de educar sexualmente seus filhos de maneira informal, passando seus valores e crenças através da convivência. Simultaneamente, as relações sobre normas de condutas. Esse  amplo conjunto de influências exercidas direta ou indiretamente sobre o individuo recebe o nome de Educação Sexual.
   A escola participa desta educação sexual mesmo quando não tem um programa formal de orientação sexual.
   Ao proibir ou permitir certas manifestações, ao optar por informar os pais sobre as atitudes do seu filho, ao reforçar ou desencorajar um comportamento ligado aos papeis sexuais, a escola está sempre transmitindo valores, mais ou menos rígidos, de acordo com a sua cultura e as crenças dos seus profissionais.


                                                                                      




                                                           
                                                           Imagem retirada do site www.diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com